Lançado em 2002, o álbum Reroute to Remain, da banda de metal melódico In Flames, foi o primeiro a marcar a transição de estilo definitiva da banda - algo que recebeu diversas críticas dos fãs e da mídia em geral. Também foi o primeiro a incorporar singles, que foram "Cloud Connected" e "Trigger".
O álbum original recebeu o subtítulo "Fourteen Songs of Conscious Insanity", que foi modificado para "Fourteen Songs of Counscious Madness" no relançamento de 2010.
Tracklist
"Reroute to Remain" - 3:53
"System" - 3:39
"Drifter" - 3:10
"Trigger" - 4:58
"Cloud Connected" - 3:40
"Transparent" - 4:03
"Dawn of a New Day" - 3:40
"Egonomic" - 2:36
"Minus" - 3:45
"Dismiss The Cynics" - 3:38
"Free Fall" - 3:58
"Dark Signs" - 3:20
"Metaphor" - 3:39
"Black & White" - 3:33
"Watch Them Feed" - 3:12
História
Diferente dos álbuns anteriores, o sexto álbum da banda foi gravado em uma casa alugada em Denmark e produzido por Daniel Bergstrand, com exceção dos trechos de bateria que foram gravados no Dug-Out Studio. Anteriormente, os álbuns eram gravados no Studio Fredman e produzidos pela Nordström.
Em 3 de Setembro de 2002, o álbum foi lançado. Com um novo estilo, a banda conseguiu se popularizar na cena de heavy metal americana, ganhando novos fãs e garantindo lugar no Ozzfest.
Letras
Todas as letras foram escritas por Anders Fridén, e apenas em 2 músicas - "Reroute to Remain" e "Dismiss The Cynics" - houve a colaboração de Helena Lindsjö.
As letras falam sobre situações do cotidiano, relações interpessoais, personalidades e atitudes.
Arte do álbum
A arte do álbum apresenta uma figura masculina sem a cabeça visível e uma legião de criaturas humanoides na altura da cintura. É uma provável alusão à insanidade humana presente no inconsciente.
Ainda, o título, subtítulo e nome da banda foram escritos em uma nova fonte, apresentando variações sem-serifa com serifa leve.
Line-up e suporte adicional
Anders Fridén - Vocais e mixagem
Jesper Strömblad - Guitarra
Björn Gelotte - Guitarra
Peter Iwers - Baixo
Daniel Svensson - Bateria
Maria Gauffin - Segundo vocal ("Metaphor")
Örjan Örnkloo - Teclado, programação, mixagem
Fiol-Olof - Violino ("Metaphor")
Teddy Moller - Equipamento de bateria
Daniel Bergstrand - Mixagem
Niklas Sundin - Direção de arte, design, fotografia
Cymbal-Simon - Címbalos
Premiações e notas
- Posição nº 13 na Billboard Independent Albums;
- Posição nº 326 no livro The 500 Greatest Rock & Metal Albums of All Time;
- 4,5/5 estrelas pela AllMusic;
- 9/10 pela Rock Hard;
- 9/10 estrelas pela Ultimate Guitar.
Relançamentos e versões
- Versões japonesas e coreanas incluem a faixa bônus "Colony - Live";
- Relançamento de 2010 inclui as faixas bônus "Watch Them Feed", "Land of Confusion" (Genesis Cover) e "Cloud Connected" (Club Connected Remix).
Review
O estilo de Reroute to Remain revelou aos fãs o rumo da banda, que estava se popularizando em outras partes do mundo fora da Europa. A combinação de vocais mais limpos, letras chamativas e instrumentais com mais elementos tecnológicos torna esse álbum interessante e único, mesmo havendo similaridades com seu sucessor - Soundtrack to Your Escape (2004) - que, inclusive, foi gravado no mesmo lugar.
As letras, mesmo se distanciando do "conceitual", expressam emoções e basicamente contam a visão de uma pessoa em algumas situações comuns de forma sutil, às vezes, e direta.
A capa do álbum é uma das mais interessantes de todos os álbuns. Primeiramente, o nome da banda foi reescrito em uma fonte mais moderna. Depois, o subtítulo: este é o único álbum da banda a possuir um. Por fim, a ilustração/montagem utiliza efeitos de luz e sombra, tendo um padrão de cores de grande contraste.
A nota para este álbum é 8,0/10.
Apesar de possuir um estilo único e interessante espalhado em 14 faixas diferentes, a banda fugiu um pouco do padrão de death metal melódico. Porém, souberam utilizar bem as novas tecnologias musicais da época, em especial nos teclados, para produzir músicas interessantes para karaokes, covers e principalmente shows.


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