segunda-feira, 20 de junho de 2016

Game: Resident Evil 3


Lançado em 1999 para PlayStation (PS One) pela Capcom, Resident Evil 3 engloba toda a tensão de seus antecessores ao mesmo tempo em que adiciona mais ação através de um novo desafio: A icônica B.O.W. Nemesis T-Type.

Utilizando a mesma engine de Resident Evil 2, a jogabilidade foi aperfeiçoada juntamente com as animações, providenciando uma gama de novas oportunidades aos jogadores. Uma dessas foi o item Reloading Tool, utilizado para produzir munição para diversas armas do jogo.

A história se passa nas ruas e construções de Raccoon City, com dois períodos diferentes: O primeiro ocorre antes dos eventos de Resident Evil 2, enquanto o segundo ocorre alguns dias depois. Apesar de mostrar outras partes da cidade, o jogador ainda pode explorar o cenário da Raccoon Police Department, palco dos eventos de RE2, com algumas alterações.



Enredo

Jill Valentine, protagonista de Resident Evil (1996) e membro do S.T.A.R.S. (Special Tactics and Rescue Service), decidiu permanecer em Raccoon City para que pudesse aprofundar suas investigações sobre a Umbrella Corporation. No dia 28 de Setembro, porém, a cidade se tornou uma zona de guerra: Um acidente biológico provocou o vazamento do T-Virus, que se espalhou através dos animais e infectou quase todos os cidadãos. Refugiada em seu apartamento, Jill logo se vê em uma situação onde deve lutar pela sobrevivência enquanto espera por ajuda.

Ao sair nas ruas, Jill encontra Brad Vickers, piloto do time Alpha do S.T.A.R.S., que além de estar ferido, está procurando uma maneira de fugir da cidade. Eles se reencontram ao chegarem na RPD, e Jill testemunha a morte de seu companheiro de time pelas mãos da B.O.W. Nemesis, enviada à cidade com a missão de perseguir e eliminar os membros do S.T.A.R.S..


Jogabilidade

Melhorada em relação à Resident Evil 2, a jogabilidade do terceiro título da série permite que o jogador empurre seus inimigos e desvie de ataques através de comandos no controle. Ainda, como já mencionado, há a adição do item Reloading Tool - capaz de transformar pólvoras em munição para quase todas as armas do jogo, e também capaz de produzir munição aperfeiçoada se utilizado com frequência. Outros elementos são relacionados aos itens, alguns coletados principalmente na dificuldade Hard: Partes de armas, caixas de primeiros socorros capazes de armazenar 3 First Aid Sprays e a nova munição congelante para Grenade Launcher.


Gráficos

A trilogia clássica da série utilizava modelos de personagens em 3D se movimentando em imagens pré-renderizadas como cenários. Porém, em Resident Evil 3, houve uma melhora significativa nos detalhes em geral - uma progressão leve, no mesmo modelo de RE2 em relação à RE1. Ainda, a movimentação se tornou mais leve, inclusive para os inimigos, o que dá um ar a mais de naturalidade.


Extras

Resident Evil 3 conta com 3 extras ao concluir o jogo, que são:

The Mercenaries: Operation Mad Jackal

Um minigame onde o jogador pode controlar 1 dos 3 mercenários da UBCS - Carlos Oliveira, Mikhail Victor e Nicholai Ginovaef - em uma missão de alcançar um ponto da cidade e resgatar sobreviventes. Diferente do modelo survival adotado em Resident Evil 4 em diante, The Mercenaries de RE3 foca na progressão do jogador em uma série de desafios no percurso Downtown-Uptown de Raccoon City. Ao concluir a missão, o jogador é recompensado com pontos que podem ser trocados por itens para a campanha, como uma Assault Rifle com munição infinita por exemplo.

Epilogues

Documentos de imagens com textos, desbloqueados ao concluir o jogo na dificuldade Hard. São 8 epílogos, cada um desbloqueado a cada conclusão. Eles contam alguns acontecimentos após o final de RE2 e RE3 com personagens dos títulos anteriores.

Boutique Key

Na região Uptown, há uma porta trancada que só pode ser aberta com uma chave especial que funciona de forma similar às chaves dos jogos antecessores. A Boutique Key dá acesso à uma loja de roupas onde Jill pode vestir uma das 8 roupas diferentes, cada uma desbloqueada por conclusão da campanha.


Outras versões

Além dos ports para DreamCast, GameCube e PC, a história de Resident Evil 3 ainda foi recontada em outros jogos da franquia, e adaptada para o filme em live-action Resident Evil 2: Apocalypse (Paul Anderson, 2004).

Em Resident Evil: The Umbrella Chronicles (Wii, PlayStation 3), Jill e Carlos se unem pelas ruas de Raccoon City, no cenário "Raccoon's Destruction", seguindo caminhos diferentes da versão original, em mapas retirados de Resident Evil: Outbreak (PlayStation 2). Devido à série Chronicles resumir e adaptar histórias e experiências dos personagens, nenhum acontecimento do cenário "Raccoon's Destruction" é canônico.

Em Resident Evil: Operation Raccoon City (PlayStation 3, Xbox 360), a história de Jill e Carlos está presente no Echo Six Expansion Pack, um conjunto de 3 DLCs de campanha com os agentes do governo - o esquadrão Echo Six. Alguns acontecimentos, como no trecho da Clock Tower, são retratados de forma canônica, mas a campanha em geral é não-canônica.


Review/Minha experiência

Resident Evil 3 foi um dos primeiros jogos que tive no PS One. Foi através dele que conheci a série mais a fundo, através de pesquisas sobre as armas, personagens e enigmas.

Na época que ganhei o jogo, eu jogava acompanhado da minha mãe, que também jogava após voltar do trabalho. Juntos, nós resolvemos alguns enigmas e matamos uns zumbis... Mas foi complicado. Eu era criança, e não entendia inglês o suficiente para ler e compreender o que estava se passando. Mesmo assim, conseguia decorar o que era para fazer em cada parte, e logo este jogo se tornou um dos meus favoritos do console, mais devido ao desafio (Nemesis) do que à facilidade em progredir.

Confesso que na época era fácil por um motivo: O Memory Card continha um save na dificuldade Hard com todos os itens extras liberados. Logo, eu andava sempre com a Rocket Launcher infinita e não sentia muita dificuldade.

Porém os anos passaram e fui "trocando" os consoles. Mesmo assim ainda tenho o disco - riscado, levemente - e o PS One funcionando, além de possuir a versão digital no PlayStation 3 que raramente jogo. E foi no PS3 que pude começar um jogo na dificuldade Hard e concluir sem o uso de armas especiais, uma conquista que até então não havia obtido.


Minha nota para o jogo é 10/10.

A maneira em que o enredo foi elaborado mostra que não haviam coincidências ou acontecimentos previsíveis no caminho de Jill, além de que o jogador possui a liberdade de alterar seu rumo sem alterar tanto a história (exceto no final).

O sistema de esquiva foi uma adição muito bem-vinda ao jogo, mesmo sendo complicado executar os comandos invisíveis. Gun Powders e Reloading Tool também foram boas adições, pois permitem que o jogador crie a munição que julgar mais conveniente, e quando quiser. Mesmo tornando o jogo levemente mais fácil, esses elementos foram essenciais para que RE3 pudesse ser único.

O fator replay, tanto da campanha quando do minigame The Mercenaries, é um ponto forte. A existência de epílogos e roupas especiais, desbloqueáveis por conclusão da campanha, dá a oportunidade do jogador repetir a história com novas táticas e trajando algo diferente. O minigame já é mais desafiador, oferecendo uma oportunidade para os jogadores aperfeiçoarem suas habilidades no controle de mercenários limitados em equipamento, além de que oferece prêmios que, eventualmente, podem acabar tornando-se objetivos.

O avanço gráfico em relação à RE2 é notável, porém acaba tornando-se um elemento menor em relação às novidades em jogabilidade.

Enfim, concluo que Resident Evil 3 pode ter sido a inspiração para o desenvolvimento do quarto título da série - e consequentemente o quinto e sexto - no fator replay, pois todo o equipamento e os extras adicionam vida útil ao jogo. Além disso, trabalhar com a tensão sobre o inesperado, no caso as aparições de Nemesis, foi uma ótima sacada para que o jogo se tornasse assustador e desafiador, ainda porque a maioria dos cenários são estreitos e pequenos para um combate.

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