quarta-feira, 6 de maio de 2015

Game: Resident Evil 5



Lançado em 2009 para PlayStation 3, Xbox 360 e PC pela Capcom, Resident Evil 5 é o único capítulo da franquia com maior tempo de desenvolvimento, sendo planejado logo após o lançamento de Resident Evil 4 em 2004. Em 2010, foi relançado na versão Gold Edition, contendo todas as DLCs e suporte ao PlayStation Move.

O jogo traz a jogabilidade de seu antecessor em uma forma melhorada e com a mecânica cooperativa de Resident Evil: Outbreak, sendo possível jogar com um parceiro offline (IA), em split-screen ou online. Por ser voltado à ação, não há muitos elementos de Survival Horror com exceção da DLC Lost In Nightmares, presente na Gold Edition.

A história se passa na África, onde o sol forte e os cenários desertos destacam o potencial dos consoles desta geração e também o grande trabalho da empresa, que uniu a complexidade de alguns cenários com os efeitos de iluminação para criar uma experiência única na série.

OBS: Este review é sobre a Gold Edition do jogo.




Enredo

Chris Redfield, ex-membro do S.T.A.R.S. e atualmente trabalhando para a Bioterrorism Security Accessment Alliance (BSAA), é convocado para prender Ricardo Irving, acusado de negociar B.O.W.s no mercado negro de um vilarejo na África, na zona autônoma de Kijuju. Ao chegar, Chris é recebido pela sua parceira nessa missão, Sheva Alomar, da divisão africana da BSAA.
Atravessando Kijuju, eles percebem que algo está errado. Os habitantes começam a agir de forma estranha, similar aos Ganados relatados em um documento de Leon. Logo eles percebem que esses habitantes (Majinis) estão infectados pelo parasita Las Plagas também.

Ao encontrarem Irving, Chris e Sheva descobrem um projeto chamado Uroboros, onde a diretora da empresa farmacêutica Tricell, Excella Gionne, está envolvida. Logo eles se veem em uma nova missão: Descobrir mais sobre a importância desse projeto.

Curiosidade

Durante a produção do jogo (entre 2005 e 2009), diversas ideias para aprimorar e modificar a jogabilidade surgiram. Uma delas seria que Chris, após andar muito no sol, teria de se hidratar com água. Também haveriam outras armas no lugar das originais, que inclusive foram divulgadas em pôsteres e trailers.
Em um dos trailers divulgados, algo que chamou bastante a atenção e que foi levemente modificado foi o sistema de combate. Chris seria capaz de desviar de ataques e, ao ser agarrado, conseguiria se libertar e revidar um golpe físico.


Jogabilidade

A jogabilidade de Resident Evil 5 combina a movimentação de Resident Evil 4 com o sistema de inventário em tempo real de Resident Evil: Outbreak. Também houveram diversas implementações:

- Personagens masculinos e femininos possuem animações de corrida diferentes;

- É possível consultar um mini-mapa ao apertar de um botão;

- Cada personagem possui um conjunto de golpes físicos diferentes para cada parte do corpo de um inimigo acertada;

- Usando os botões direcionais, é possível equipar um item ou arma posicionado no inventário rapidamente;

- Durante o jogo, tesouros podem ser coletados e vendidos a cada capítulo, rendendo mais dinheiro para comprar ou melhorar armas;

- Os medalhões de Resident Evil 4 voltaram, mas dessa vez sob o nome "BSAA Emblems" e estão espalhados pelo jogo inteiro. Ao serem destruídos, diversas recompensas são liberadas;

- Algumas paredes podem ser destruídas, e certos objetos (como latas de óleo) podem ser atingidos, afetando o campo de batalha de diferentes maneiras;

- O parceiro, até mesmo por inteligência artificial, pode executar qualquer função do jogador principal, como por exemplo coletar itens, matar os inimigos de diversas maneiras e ajudar o jogador com itens;

- A recarga pelo inventário da trilogia clássica (PlayStation) está de volta, eliminando a necessidade de recarregar as armas manualmente como em Resident Evil 4;

- Mesmo não sendo possível andar atirando, é possível andar de lado através de uma configuração de controle;

- Pela primeira vez na série, foi introduzido um sistema de Cover: Ao se aproximar de certas estruturas, o jogador pode se esconder mas ainda ter uma visão do campo de batalha.

Todos esses elementos, mesmo sendo muito voltados ao Survival Action, foram capazes de agradar diversos jogadores. Esse estilo diferente em nenhum momento torna o jogo desbalanceado, e pelo contrário, é desafiador nas dificuldades mais altas.


Gráficos

A engine de Resident Evil 5 é a MT Framework v1.4, e por anos foi otimizada para processar boas texturas e eventos nos mapas (como a destruição de paredes e explosões).

As texturas são excelentes, tornando-se estranhas apenas quando o jogador utiliza o zoom de uma rifle. Independente da presença de luz, todos os cenários são bem detalhados.
A iluminação tem um grande destaque, pois o próprio cenário favorece isso: A África é o continente mais quente do mundo, e a luz solar incide com força em quase todo o território. Isso é representado fielmente em Resident Evil 5. Em certos pontos do jogo também é possível desfrutar da noite africana, com uma iluminação lunar praticamente real combinada às luzes de postes e outras fontes.
Os efeitos sonoros são excelentes, sendo possível diferenciar os disparos de cada arma e a movimentação de cada inimigo. A dublagem também é bem complexa e trabalhada, com modders descobrindo até mesmo clipes de voz, de todos os personagens controláveis, não utilizados na versão final. A trilha sonora também chama a atenção, dando uma sensação maior de realidade e se ajustando em momentos de ação ou tensão.
Todas as animações foram feitas por Motion Capture, e mesmo sendo melhores do que em Resident Evil 4, acabam recebendo menos atenção devido à captura facial, que nesse jogo é excelente. Os personagens são bem expressivos e reagem de diferentes maneiras, tanto em cutscenes quanto em tempo real.
O processamento dos mapas segue a mesma linha de Resident Evil 4, porém levemente melhorado. O número de "portas checkpoint" foi reduzido, aumentando as áreas exploráveis. Isso, combinado aos detalhes e eventos que ocorrem, traz apenas um problema: A queda de FPS, porém essa queda não é frequente. O carregamento dos mapas é curto e, em certos trechos, uma cutscene é mostrada para aumentar o tempo de carregamento do mapa.


Coletáveis

Seguindo a mesma linha de Resident Evil 4, onde Leon poderia atirar em até 15 medalhões azuis e ser recompensado, Resident Evil 5 expande esse recurso e espalha ainda mais os medalhões, que além de serem maiores, levam o nome de "BSAA Emblems".

O total de BSAA Emblems é de 30, e certos capítulos possuem mais do que outros capítulos. Alguns até não possuem.


Extras

Durante e após a campanha, é possível desbloquear armas especiais para Chris e Sheva, novos modos, filtros de tela, action figures, roupas etc.

Armas

- Beretta M93R (Handgun): Comprar todos os upgrades da Beretta M92F (Handgun);
- Lupara Hydra (Shotgun): Comprar todos os upgrades da Ithaca M37 (Shotgun);
- Smith & Wesson M500 (Magnum): Comprar todos os upgrades da Smith & Wesson M29 (Magnum);
- Longbow (exclusivo de Sheva): Comprar todos os upgrades da Sako S75 (Rifle);
- Gatling Gun (exclusivo de Chris): Comprar todos os upgrades da Skorpion VZ61 (Machine Gun);
- Infinite Rocket Launcher: Terminar o jogo em menos de 5h. Ao conquistá-la, a opção de deixá-la infinita aparecerá no menu Special Settings;

Roupas

- Chris (Safari): Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- Chris (S.T.A.R.S.): Terminar o jogo em qualquer dificuldade, com 25 BSAA Emblems destruídos;
- Chris (Heavy Metal): Disponível por DLC ou Gold Edition. Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- Chris (Warrior): Disponível por DLC ou Gold Edition. Terminar o jogo em qualquer dificuldade;

- Sheva (Clubbin'): Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- Sheva (Tribal): Terminar o jogo em qualquer dificuldade, com 30 BSAA Emblems destruídos;
- Sheva (Business): Disponível por DLC ou Gold Edition. Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- Sheva (Fairy Tale): Disponível por DLC ou Gold Edition. Terminar o jogo em qualquer dificuldade.

Action Figures

Ao completar a campanha com todos os BSAA Emblems destruídos e rank S em todos os capítulos, todas as figuras serão liberadas. Há um total de 46 figuras, com mais 10 adicionadas através do update 2.00 e DLCs/Gold Edition.

Files

Os Files são liberados a partir do progresso do jogador pela campanha. São 13 Files que contam a história do jogo, seus personagens e o passado em Resident Evil.

Modos

- New Game +: Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- Professional: Dificuldade liberada após terminar a campanha no Veteran;
- The Mercenaries: Terminar o jogo em qualquer dificuldade;
- No Mercy (PC): Terminar o jogo em qualquer dificuldade, com 25 BSAA Emblems destruídos;
- Lost In Nightmares (DLC/Gold Edition): Terminar o capítulo 3-1 da campanha em qualquer dificuldade;
- Desperate Escape (DLC/Gold Edition): Terminar o jogo em qualquer dificuldade;

Filtros

- Classic Horror: Terminar o jogo na dificuldade Amateur;
- Retro: Terminar o jogo na dificuldade Normal;
Noise: Terminar o jogo na dificuldade Veteran;

Infinite Ammo

A opção de munição infinita para todas as armas (com exceção da Grenade Launcher) pode ser habilitada individualmente através do menu Special Settings. Para a arma ganhar capacidade infinita, é necessário que esteja com todos os upgrades possíveis.


The Mercenaries

Após terminar o jogo, o minigame The Mercenaries é liberado, e segue o mesmo modelo de Resident Evil 4. Podendo controlar 1 dos 10 personagens, é possível jogar sozinho, em dupla (split-screen ou online) ou então em um modo onde o número de inimigos é triplicado (No Mercy, disponível apenas para PC).

O modo consiste em um Survival, onde o jogador é colocado em um local e deve sobreviver ali até o tempo se esgotar ou atingir o limite de baixas, que é de 150. Matando os inimigos em sequência e/ou coletando relógios de areia especiais garantem uma pontuação maior no placar e mais pontos de recompensa.

Cada personagem, até mesmo em suas variações com roupas diferentes, possui um conjunto de equipamentos diferentes. Alguns desses equipamentos não existem na campanha, como por exemplo as pistolas Beretta PX4 e Samurai Edge.

Personagens

Os personagens Chris (BSAA) e Sheva (BSAA) são padrões do modo. Os outros 8 personagens podem ser liberados ao atingir um certo rank nos diferentes mapas do modo.

- Jill (BSAA): Conseguir rank A em Public Assembly;
- Wesker (Midnight): Conseguir rank A em The Mines;
- Chris (Safari): Conseguir rank A em Village;
- Sheva (Clubbin'): Conseguir rank A em Ancient Ruins;
- Chris (S.T.A.R.S.): Conseguir rank A em Experimental Facility;
- Sheva (Tribal): Conseguir rank A em Missile Area;
- Jill (BattleSuit): Conseguir rank A em Ship Deck;
- Wesker (S.T.A.R.S.): Conseguir rank A em Prison;


Versus

Lançado como DLC em 2009, o modo Versus foi uma das maiores e melhores adições na saga. O modo consiste em um The Mercenaries comum, porém com dois diferentes objetivos e quatro modos de jogo, que possibilitam até 4 jogadores competirem entre si pela melhor pontuação. Além disso, este modo possui conquistas exclusivas.

Para liberar personagens nesse modo, é necessário comprá-los no menu Extra Features com pontos obtidos através de todos os modos. Os nomes não são revelados no menu, porém seguem uma ordem alfabética correspondente à ordem dos personagens em The Mercenaries.

Slayers

É uma mistura de Free-for-All/Deathmatch com The Mercenaries. Até 4 jogadores podem competir individualmente pela melhor pontuação ao matar inimigos e outros jogadores. O equipamento dos personagens é o mesmo de The Mercenaries.

Survivors

Segue a mesma linha de Slayers, porém mais voltado ao Player vs Player. Até 4 jogadores podem competir individualmente pela melhor pontuação ao matar outros jogadores. Nesse modo os inimigos dropam apenas munição e equipamentos, e não concedem pontos. O equipamento dos personagens é limitado e a vida é aumentada.

Team

Os modos Slayers e Survivors possuem uma variação cooperativa, onde os 4 jogadores se dividem em 2 times para disputar a melhor pontuação seguindo as regras dos dois modos.



The Mercenaries Reunion

Uma das DLCs e conteúdo da Gold Edition, The Mercenaries Reunion é um modo que segue a linha do tradicional The Mercenaries, mas com novos personagens e um pequeno diferencial: Todos são poderosos, e não equilibrados como anteriormente.
Para habilitá-lo, é necessário possuir pelo menos um dos pacotes de roupas para Chris e Sheva, ou um dos pacotes de personagens.

Nesse modo há apenas um equipamento diferente e exclusivo: A pistola Samurai Edge de Barry Burton, que é um modelo diferente e customizado pelo personagem.

Personagens

- Chris (Heavy Metal)
- Sheva (Business)
- Chris (Warrior)
- Sheva (Fairy Tale)
- Barry Burton (S.T.A.R.S.)
- Rebecca Chambers (S.T.A.R.S.)
- Josh Stone (BSAA)
- Excella Gionne (Tricell)


Lost In Nightmares

Uma das DLCs e conteúdo da Gold Edition. Este modo utiliza a mecânica de Resident Evil 5 para proporcionar uma experiência clássica de Survival Horror.

Enredo

Chris Redfield e Jill Valentine, após os eventos de Resident Evil: Revelations, foram contatados por Oswell E. Spencer, ex-fundador da Umbrella, no qual supostamente possuía informações sobre o paradeiro de Albert Wesker. A dupla então parte para a mansão de Spencer, onde são surpreendidos por corpos de seguranças em todos os cantos, além de armadilhas e criaturas de guarda.

Experiência

Diferente dos modos comuns, em Lost In Nightmares os (poucos) inimigos não dropam munição ou itens de cura. O jogador é obrigado a procurar pelos mesmos, assim como deve procurar chaves e resolver enigmas para avançar pela mansão. Isso é uma característica dos jogos clássicos da saga.
Os cenários são pouco iluminados e silenciosos, porém, em diferentes dificuldades, é possível ser surpreendido a qualquer hora.

Coletáveis

Os coletáveis de Lost In Nightmares seguem o exemplo dos BSAA Emblems da campanha. Espalhados por toda a mansão, estão escondidas as Score Stars, que garantem pontos ao jogador ao serem destruídas. Há um total de 18 Score Stars.


Desperate Escape

Uma das DLCs e conteúdo da Gold Edition. Este modo utiliza a mecânica de Resident Evil 5 ao seu limite, com muita ação frenética e momentos de tensão por todo o jogo.

Enredo

Jill Valentine, após recobrar sua consciência depois de uma batalha, acorda com Josh Stone ao seu lado. Josh diz que está atrás de Chris e Sheva para auxiliá-los, porém não consegue alcançá-los. Mesmo assim, decide utilizar um helicóptero para localizá-los, mas este só poderia pousar em um local distante.
Ao saber de seu plano, Jill se prontifica a ajudá-lo, e ambos partem pelas instalações da Tricell até o heliporto, enfrentando diversos inimigos poderosos.

Experiência

Desperate Escape, como já mencionado, empurra o jogo aos seus limites, com muito mais ação a todo tempo em relação aos capítulos finais da campanha. O modo começa num estilo Survival, onde os personagens possuem apenas uma arma cada. Mas ao decorrer, adquirem equipamentos novos e poderosos para enfrentar novos desafios.
Por ser frenético, o modo se torna perfeito para um jogo cooperativo. A inteligência artificial até dá conta dos inimigos atacando a todo instante, porém em coop o modo se torna muito mais estratégico e divertido.

Coletáveis

As Score Stars estão de volta nesse modo, porém não são "obrigatórias" como em Lost In Nightmares. Elas garantem pontos que influenciam nas posições em Leaderboards, e são dropadas por qualquer tipo de inimigo.
O único "coletável" desse modo seria uma Score Star especial, dropada apenas por um tipo de inimigo: O Agitator Majini. Pelo cenário, estão espalhados 3 Agitators, cada um com uma estratégia diferente para aparecer. Ao matá-los e coletar as 3 Score Stars, o jogador ganha uma conquista.


Review/Minha experiência com o jogo

Apesar de não ter a chance de ter acompanhado o desenvolvimento e as campanhas publicitárias do jogo, fiquei sabendo de sua existência no final de 2009, e em 2010, nas horas vagas, eu assistia à gameplays diversos no Youtube.

Quando ganhei meu PlayStation 3, no final de 2011, eu já sabia de toda a história do jogo e todos os detalhes. Mas isso não tirou minha vontade de jogá-lo, mesmo já sabendo de tudo. Na mesma loja onde meu PS3 foi comprado, o meu primeiro jogo também foi. E este foi Resident Evil 5, em sua edição original.

Ao testá-lo, fiquei fascinado pelos gráficos. Pelo Youtube era impossível ver tantos detalhes... Porém o que me chamou a atenção foram as mecânicas do jogo: A maneira que os personagens e inimigos se movimentavam, os controles... Era tudo diferente em relação à Resident Evil 4, mas me familiarizei a partir do momento em que foquei na campanha. Logo nos primeiros capítulos eu já sabia me movimentar bem, mas ainda não sabia fazer o que muitos profissionais faziam, como a recarga pelo inventário.

Zerei o jogo na noite do mesmo dia que ganhei o console e o jogo. Fiquei muito feliz pela chance de experimentar uma obra tão maravilhosa e detalhada da Capcom... Mas eu sabia que a experiência estava incompleta: Minha cópia era a original, ou seja, sem as DLCs.
Esse problema não durou muito tempo, pois no mesmo mês, ganhei um código de PSN Card e comprei o Untold Stories Bundle e o Versus Mode. O Untold Stories nada mais é que um pack contendo todas as roupas extras e modos, com exceção do Versus, que era à parte. Na época tudo estava em promoção, pois era Natal!

Ao expandir minha experiência em novos modos, fui me viciando nesse jogo. Em poucos meses já havia conquistado minha platina, sem a ajuda de nenhum amigo, apenas jogando com parceiros aleatórios. Em 2012, mesmo com o hype de lançamento de Resident Evil: Operation Raccoon City e Resident Evil 6, meus amigos ainda estavam tentando conquistar alguns troféus, e então decidi ajudá-los.

Pude ganhar os dois jogos citados no mesmo ano de lançamento (2012), porém eles não foram capazes de me "prender" tanto quanto Resident Evil 5. Durante todo o ano eu fiquei jogando em todos os modos, ajudando outras pessoas com seus objetivos e também me divertindo. Esse vício e amor pelo jogo só "acabou" quando comprei o jogo Call of Duty: Black Ops 2.

Mesmo atualmente não jogando ou podendo jogar muito, ainda tenho um amor pelo jogo. Já pensei em trocá-lo pela Gold Edition, mas ignorei essa ideia, pois até as DLCs separadas são valiosas para mim. E se não fosse pelos novos jogos, mais cooperativos e dinâmicos... Eu ainda estaria jogando este jogo!


Minha nota ao jogo é... 10/10!

Mesmo sendo um Resident Evil voltado à ação, eu levo em consideração a história, e isso é um fator que se destaca em RE5, pois não só reconta as histórias passadas, mas também as complementa com detalhes ao mesmo tempo que inicia uma nova história.

A dinâmica do jogo e o fator replay também são pontos interessantes. Mesmo com "controles tipo tanque", o jogo não se torna nem um pouco chato e nem um pouco fácil. Diferentes estratégias podem ser seguidas com a vasta gama de armas presentes na campanha, além de que cada jogador possui seu estilo próprio ao jogar online. Isso também vale para os modos extras The Mercenaries (e sua variação Reunion), Desperate Escape e principalmente Versus.

Lost In Nightmares, porém, foi o que mais me agradou no jogo inteiro. Ao combinar a movimentação de RE5 com a iluminação e texturas bem trabalhadas, tive diversas experiências diferentes, tanto sozinho quanto em coop. Algumas vezes o jogo ficava agitado, mas ainda mantinha a raíz ao Survival Horror.

Outro elemento que deve ser levado em conta, é o avanço gráfico e o jogo em relação à outros jogos da sétima geração de consoles. Mesmo sendo de 2009, Resident Evil 5 consegue desbancar até mesmo jogos recentes, como seu sucessor Resident Evil 6. E isso não é culpa da engine utilizada... Mas sim o carinho e o trabalho de cada um envolvido no processo de produção desse jogo.

Eu, de fato, não tenho o que reclamar desse jogo. Ele pode não ser um Survival Horror como os clássicos, mas não deixa de ser muito bem desenvolvido. Ele tem suas imperfeições, como o já citado "controles tipo tanque", mas essas imperfeições dão um toque a mais no jogo e até rendem novos desafios. Não tenho o que reclamar das DLCs, pois elas valem o que cobram.

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